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Música

O legado da banda The Smiths por trás do sucesso de The Queen Is Dead

Stereo Vale 103.9 ·

O legado da banda The Smiths por trás do sucesso de The Queen Is Dead

Entre polêmicas e teorias da conspiração, o terceiro disco da banda acarreta o testemunho de uma época de ascensão do grupo

Com faixas de grande sucesso como Bigmouth Strikes Again, There Is a Light That Never Goes Out e The Boy With The Torn In His Side, a banda conhecida como The Smiths teve sua era de ouro em 1986 com The Queen Is Dead, o seu terceiro álbum de lançamento. O grande boom veio quando surgiram questões sobre as inspirações de um álbum que carregava uma possível referência sobre a monarquia Inglesa, especulava-se de até um possível ataque à monarquia britânica. Mas, afinal, do que se trata o tão conhecido álbum The Queen Is Dead?

Considerado um dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos pela Rolling Stone EUA, historicamente falandoé apresentado uma forte crítica ao governo britânico da época, cujo Morrissey, vocalista e produtor da banda, tinha muitas desavenças.

Ao decorrer entre as faixas do álbum, vemos que, tanto liricamente quanto intrumental, as produções são apresentadas com um certo tipo de alegoria entre o humor e o significado sombrio das melodias e letras.

Como uma declaração musical de sucesso, a faixa de abertura The Queen Is Dead, traz consigo uma mensagem irônica à desnecessária realeza e vulgor britânica, enquanto outras faixas apresentam um certo tipo de zombaria comtodos os membros monarcas do Reino Unido. E para encerrar o álbum com um grande triunfo, temos a produção Some Girls Are Bigger Than Others, uma faixa que pode ser apresentada com dois significados diferentes, sendo um dele uma crítica à superficialidade da sociedade e à importância dada ao status social e ao poder.

A merito de curiosidade, o álbum apresenta uma icônica capa ilustrada pelo ator Alain Delon em um trecho do filme “The Unvanquished” (1964). No longa, acompanhamos a história de um desertor da Legião Estrangeira Francesa na Argélia, no contexto da Guerra da Argélia dos anos 60. A escolha dessa obra, além de reafirmar o gosto da banda pela cultura pop e cinema, támbem testemunha a duradoura crítica acerca de questões de identidade, descontentamento e busca pelas mémorias de um certo passado glorioso.

Com faixas memoráveis e significados deslumbrantes entre suas produções, a banda ainda segue com muitos fans na escuta, mantendo o contraste interesenta entre o punk, a melancolia e a poesia como símbolos eternos do grupo.


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